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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

''Dominação''


Rasgo suas roupas leves, com punhalada de meu olhar,estes seios incandescentes, esta pele seda suave.Aliena minha mente; ceda aos meus instintos,colar de coleira, mãos amarradas com versos novos.Vendada, amordaçada, à beira de um ataque de delírio.

Sua boca, pinto com vermelho sangue, gotas de gelo derretem em sua carne, coberta de cerejas, chantily, sorvete. Sugo de canudinho mil sabores; a língua entrelaçada na sua; 

suor escorre latente. Ninfa nua, supra-sumo de gente, mulher-delícia, se enfeita de carícia, seivas, sumos, rócio, viço.Nua sem rumo, vagueio por sua anatomia perfeita.

rabisco seu corpo, com versos obscenos, te arrasto para dentro de meu desejo maior; nos derretemos em gotículas de prazer, denso, divino, extenso, hino de êxtase...
Emaranhados que se perdem no vazio! Vazio?

Desafios de linhas que acumulam murmúrios.
Como nós a se desfazer! Sobe e desce devagar.
Enrola e desenrola novelos da lã cor terra.
Cores e luzes, esfera linear! Aquarelas e esperas.
Era de se esperar ver a luz do dia! Arte na arte.
Brilho transparente como uma teia ardente.
Tece, tece, tece, desembarace essa parte.
Presença de fios leves quase arredondados.

Amarre-os! Desate-os! Solte-os pelo ar! Pelo ar.
Como um eco similar as linhas soltas do quadrado.
Siga o som, siga o tom, deixe-os viver o destino.

Faça retas circulares em alto relevo sem ética.
Use e abuse de cores degradês, abuse dos traços.
Crie laços perpendiculares a sua vontade eclética.
Novamente desate os nós que estão dentro de você.

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